Lunes: é sempre dia de Elegguá

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Trecho traduzido de http://www.es.santeria.fr/2019/08/06/eleggua-dueno-de-los-caminos/ , com a permissão de SanteriaFR.

Elegguá es el portero de todos los caminos, del monte y la sabana, es el primero de los cuatro guerreros junto a Ogun, Ochosi y Osun. Tiene 21 caminos y sus colores son el rojo y el negro.

Elegguá é o guardião de todos os caminhos: do monte e da selva[i]. É o primeiro dos quatro Osha Guerreiros, junto a Ogun, Ochoci y Osun. Elegguá tem 21 caminhos. O vermelho e o preto são as cores de Elegguá.

Es válido aclarar que elegua es conocido como «el de los 201 y los 401» pues se mueve entre los ángeles que están a la derecha (los 401) y los que están a la izquierda (los 201). Tiene el poder sobre ambos lados, controla los reinos del mal y del bien, él crea el balance entre las dos fuerzas, a la vez que tiene dominio sobre ellas.

É válido explicar que Elegguá é conhecido como o dos 201 e dos 401, já que se movimenta entre os intermediários que estão à direita (os 401), e também entre os que estão à esquerda (los 201). Elegguá tem o poder sobre ambos os lados, controla os reinos do mal e do bem. Ele cria o equilíbrio entre as duas forças, uma vez que tem domínio sobre elas.

Muy notable es la coincidencia con los distintos panteones de la cultura global, en los cuales se observa frecuentemente la existencia de una deidad que siempre recibe las ofrendas primero que el resto de las deidades.

É notável a coincidência com os distintos panteões de outras culturas do globo terrestre, em que se observa frequentemente a existência de uma deidade que sempre recebe as oferendas antes das outras deidades.

Eleggua es una deidad muy dada a hacer trampas, y a la vez es quien comanda los ejércitos. Puede decirse que el favorito del Dios superior de su panteón.

Eleggua é uma deidade muito dada a fazer travessuras e, por sua vez, é quem comanda os exércitos. Pode-se dizer que Elegguá é o favorito de Olodumare.

Eleguá: Es un Osha. El primero de un grupo inseparable concneptualmente junto con Oggun, Ochosi y Osun (Orisha Oddé). Es la primera protección de un individuo que siempre está para salvarle, su guía.

Elegguá: é um Osha. O primeiro de um grupo conceitualmente inseparável, junto com Oggun, Ochosi e Osun (Orisha Oddé). É a primeira proteção de um indivíduo, que sempre está presente para lhe salvar, seu guia.

Este es el primero que debe entregársele a cualquier persona que lo indique la consulta. Representa la vista que sigue un sendero. En la naturaleza está simbolizado por las rocas. Es el mensajero de Olofin.

Elegguá é o primeiro que se deve entregar a qualquer pessoa que a consulta assim o indique. Representa a visão que segue um sendeiro. Na natureza, Elegguá é simbolizado pelas pedras. É o mensageiro de Olofin.

Vino a la tierra acompañando a todos los odun de ifa es un Orisha adivino. Es el que abre y cierra los caminos. Vive generalmente detrás de la puerta. Siempre hay que contar con él para hacer cual quier cosa.

Elegguá veio à terra acompanhando todos os odun de Ifá. É um Orisha adivinho. É ele que abre e fecha os caminhos. Vive geralmente detrás da porta. É sempre preciso contar com Ele para que qualquer coisa seja feita.


[i] Eleggua, sabana es selva? Dijo: XXOO.

hoje muda tudo

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É sempre difícil saber quanto tempo leva pra uma decisão do presidente, junto com o Congresso – com o Congresso, com o Supremo, com Tudo, chegar até nossa geladeira. Mas eu me lembro: fiz minha primeira campanha política para o PT em 2002, aos 15 anos (obrigada, Lucimar Barbosa PT-ES), e só em 2006 na minha casa começamos a comprar azeite doce, que colocávamos em comidas que poderiam ser armazenadas na nova geladeira recentemente adquirida com ajuda do incentivo fiscal do governo.

Autor desconocido por mi

Azeite doce era uma coisa que não tinha lá em casa até então. A novidade fez sucesso. Tudo era motivo pra comer azeite doce. Arroz com azeite doce. Feijão com azeite doce. Ovo frito no azeite doce? Que delícia!

Por causa do azeite doce, eu passei a acreditar, então, que levava um certo tempo pra que uma decisão do povo – junto com o Congresso, com o Supremo, contudo, chegasse até nossa geladeira. Mas descobri que me enganei. Não leva tanto tempo.

Hoje foi o dia que pesou. Sabe quando a gente sente que tá com uma bola de gude dentro do coração? Então. Foi hoje. Hoje foi o dia que eu vi o riozinho de sangue, escorrendo da ferida aberta pela facada que a Educação brasileira levou em abril de 2019.

Hoje foi o dia que o Instituto onde eu trabalho anunciou que desligarão, na marra, pra ninguém tentar ligar, todos os aparelhos de ar-condicionado do prédio.

Hoje foi o dia que o Instituto onde eu trabalho anunciou que não haverá bebedouros nos andares ímpares.

Hoje foi o dia que descobri aquilo que jogou a gude com força no meu coração: 400 alunxs perderão o auxílio-alimentação arbitrariamente. Não precisava nem ser comida com azeite doce, mas 400 pessoas não terão o que comer a partir da próxima segunda-feira, caso não justifiquem uma série de arbitrariedades.

Hoje descobri, porque fui reservar o auditório da Universidade onde eu trabalho, que não poderei oferecer curso de extensão aos sábados, já que não se pode mais fazer curso de extensão aos sábados – somente de segunda a sexta, de 8h às 18h. Que massa! Se você é trabalhadorx e quer fazer curso gratuito na Federal, coma biscoito e volte duas casas.

Hoje foi o dia que descobri que a decisão do presidente, e a mudança na nossa geladeira, acontecem no mesmo dia: hoje. Hoje muda tudo.

Hoje muda quando eu descubro o riozinho de sangue. Hoje também muda quando eu experimento o azeite doce.

Não deixe para amanhã a mudança que precisamos fazer hoje. Do sangue no olho que está nos faltando, estanquemos a ferida aberta na sociedade brasileira, costurando a universidade necessária – pública, gratuita e para todxs.

Há muita pela frente.

Lute você também!

https://youtu.be/mnNwoA0Dhjk A nosotrxs, la dignidad rebelde

¿ Quienes somos ?

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Tradução de: http://www.es.santeria.fr/quienes-somos/ ¿ Quem somos nós? Antes de tudo, precisamos constantemente desligar a imagem de sorcellerie (feitiçaria, bruxaria) que frequentemente é atrelada aos cultos amefrikanos . Cultos que aproximam as forças positivas e negativas, mas que não se colocam … Sigue leyendo

On a quitté la représentation

Rodin Sotolongo Zapata, 2012.

Paris, 27 de novembro de 2012. Rompemos com a representação. Os fluxos, nós mesmos, estamos desnudados na arte de Rodin Sotolongo Zapata. Não temos mais a difícil missão de ver através. O convite e o caminho para o trágico estão ditos e não-ditos no silêncio que habita o percurso poético da obra de Rodin Sotolongo. Entregues à seita, pode-se então fluir com linhas e ungüentos para os corações machucados de tempo[1].

O intento é o de espraiar em fluxo a correnteza que são os encontros fatigados por esse estado crônico de contemporaneidade em que vivemos. Alento e afeto, os trabalhos de Sotolongo nos dão medida de um prazer que conhecemos bem em nossa terra: criação e agradecimento. Isso se faz matéria pela tinta, ora mais opaca, ora mais transparente, do homem que o artista materializa no branco que já não mais.

A vida, este intento, se faz saga quando a tinta desnuda o branco da tela, constituindo-se silêncio e poética de devir ancestral. Se Elegguá me permite, todas as linhas cantam caminho. Caminho são as gentes fatigadas de ida, caminho são pessoas esquecidas de ser. Caminho este isso fabuloso que temos devir e ternura. Se nos cansamos do estado, a arte nos traz viva matéria.

O corpo desvario tênue de acasos e outras predileções. Se nos aponta a direção, aponta também gesto tênue de purezas que esquecemos que o foram. O inominável pensador bailarino, quadro de minhas predileções, é ele mesmo encantamento mágico de fúrias,  patois milenar de nossa língua criola. Se desconhecemos força e estranheza, é que resta a memória de nossas ruas sedentas de resposta. Se o trágico indoafrolatinoamericano é esse lugar de ancestralidade contemporânea, podem paradeiros as linhas de fuga.

Trata-se, camaradas, de uma arte da fome, pois que dela se vive e com ela se come. Rodin infecciona o branco de suas telas por percursos que não temem a explosão, viela e constância com forças que o ultrapassam. A História ultrapassa a todos nós. Nesse espaço de significação, podemos dar a ver, pela arte, refúgios que lembram oásis.

Lembram, sobretudo, sina.

Nós, indoafrolatinoamericanos.

Nós, esse entelugar.

Servicio: http://www.alter-nativa.net/2012/11/25/apero-show-favela-chic/

18h Ouverture avec l’Exposition de Rodin Sotolongo Zapata

Cet artiste cubain récemment arrivé de La Havane trace une calligraphie d’où surgit un monde animé. Économie de moyens et force picturale qui rappellent l’esprit d’une affiche de film cubain comme celle de « Memorias del Subdesarrollo »…

19h et 20h Séances de « Descarga Visuelle »
Une création inédite pour ouvrir l’Apéro Show.
Rodin Sotolongo sur scène accompagné de son frère Inor Sotolongo, grand percussionniste de la scène latin jazz internationale (Raul Paz, Herbie Hancock, Mario Canonge, Omar Sosa…), pour faire résonner leurs talents et composer ensemble une tableau remuant…

www.myspace.com/inorsotolongo
www.myspace.com/rodinsotolongo


[1] Hilda Hilst

Cuento estrellas sin dormir

Archivo Personal, jan2018.

Tengo la misma edad del rocío. Nací del Obí de Osun y Yemaya. Hermana sanguínea de las palenquerías aisladas, sigo viva en el pueblo de los atravesado. Ahijada de Padre António de Aruanda, del Padrino Ifaladé y de la Madrina Oshun Bomire. Aprendiz en periodismo y traducción, en este “suporte anciano” compartiré mis estúdios de traducción pós-colonial. En este momento, trabajo en la traducción para el portugués de “El Gran Libro de la Santeria – la Regla de Osha-Ifa”, manuscripto por mi Madrina y mi Padrino. Mi desafío, ademas las técnicas de traducción, es (no) decir en Lengua Portuguesa el secreto y el sagrado de tantas lenguas atravesadas. Entonces empezaré con traducciones sencillas de noticias de periódicos que me gustan, y seré grata de escuchar sugestiones y consejos! Hasta agosto de 2020, tengo ganas de tener finalizada la primera parte de esta investigación. Que Eleggua, la fuerza de la comunicación, sea siempre mi mejor y más fiel abogado. Maferefun Ifa, Maferefun la Osha!

“Eles combinaram de nos matar. Nós combinamos de não morrer.” Conceição Evaristo

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