Mahmoud [Necrópsias da Memória – exercício n.3]

[início, então]

Sara sabia que naquela terra não poderia haver larvas. Mas Sara também sabia que quem convive com Tecas, farelo come. Sara jogou a larva dentro da jarra de água. Sara acompanhou até o fim os movimentos sutis da larva de Teca. Sara rezou três pais nossos e duas ave marias pela larva de Teca. Se o roubo da caixa de fósforos havia convertido Sara, junto com a vitória de Amsterdam, em Imperatriz, o assassinato da larva, Sara pressentia, carregava um giro acentuado a uma guerra que apenas começava.

Mahmoud, estava escrito na parte de dentro da caixa de poucos fósforos. Rue des artistes, número esquecido, estava escrito na parte de dentro da caixa de poucos fósforos. Impossível saber quantos fósforos ali havia. É provável que tenha roubado a caixa, ao invés de pegado por engano. Certo é que Sara só descobriria o nome grafado dentro da caixa algumas semanas depois.

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