Caos

-AD (Pexels/Wordpress)

A decisão no fio da navalha. Levantar e seguir o dia, ou fazer do dia uma noite prolongada por cortinas fechadas e olhos acesos. É preciso decidir. A vida, entretanto, parece não desejar outra coisa que isso, continuar a despeito de.

Violências sequestraram meu corpo. Corpo devolvido, não o reconheço mais. Os sequestradores roubaram a paz que morava bem ali, no meio do peito? Sim. Libertaram um corpo que de tão estraçalhado já não é mais possibilidade de liberação.

O corpo no fio da navalha. Juntar os destroços e colar cada pedaço dizendo “eu”. Mas também flertar com a possibilidade de que cada parte dobre por si outros organismos já que a diferença quer diferenciar.

Acolher. Ressignificar. Continuar.

Ou, seguir dançando no fio navalha e criar assim uma nova dança. Eu, a bailarina do caos.

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