Ato II, No deserto, canto V [trecho de Misantrópolis]

Foto: Champ de Mars, Paris [Acervo Pessoal]

Procurei pés para sanar o corte na espalda distante e n’Ele passei a temer palavra mágica de vida e de sangue. Tomo de pesar o amuleto, e quando do sangue, sondo passo longínquo para novo patoá. E d’Ele cresço distante: perco a letra, me entrego a Yemaya.

Sina era minha, e se fotografou indiferença. E, no entanto, dele sondo estrada: destino anunciado em leito estrangeiro. Sondo caminho em sua triste tez distante. Que pensa Ela que não sabe que pensa?

Cresce, toma ar, busca em si o crescente de nossa distância:

tu, que não tens opção de não me olhar,

tu, que não vives a impressão de me ver,

tu, que não me sabes e por isso me deixas.

Olha-me a morbidez evolutiva, e cansa-me a seita que nos divide cadeia e membros: tu, que nem dormes de tão perfeita, cansa-me o preceito que te toma o lastro. Ah, minha irmã, o que te comes a calma e te tomas o filho? Queres o filho, ou apenas te sabes mais segura com o calor que dás ao que era antes de ti prisão?

[…]

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